terça-feira, 19 de julho de 2011

A vida imita a arte

Para o dia dos amigos um post diferente mas não menos interessante...

A vida imita a arte. Isso não é apenas mais um clichê que ouvimos por aí. É realidade.  Fato esse que eu pude ver de perto.
         Ainda residia em minha terra natal quando entre seis e sete de agosto de 2005 ocorreu o segundo maior assalto do mundo e o maior assalto a um banco brasileiro, o Assalto ao Banco Central do Brasil , em Fortaleza, no Ceará. Logo quando foi notíciado o acontecimento eu não pude deixar de pensar no filme "Trapaceiros" do grande cineasta Woddy Allen em que a sinopse é similar,mas com  finais completamente distintos.  Ray (Woddy Allen) tem um grande plano: alugar uma loja ao lado de um banco como fachada para construir um túnel subterrâneo para assaltá-lo.  
          O caso como um todo já é impressionante por si só, a começar pela quantia de R$164,7 milhões de reais,  equivalente a 3,5 toneladas de cedúlas. O dinheiro não foi ao todo recuperado. Um livro foi lançado. O filme está estreando dia 22/07 nos cinemas. O paradeiro de mais da metade dos R$ 170 milhões permanece desconhecido, e até hoje nenhum dos condenados assumiu a liderança do grupo, deixando em aberto a autoria do audacioso plano. 
            O assalto foi feito num fim de semana,enquanto o banco estava fechado. E era tudo muito bem planejado. Em maio, a quadrilha alugou uma casa para abrir uma empresa de grama sintética. Os bandidos começaram a escavar um túnel de 78 metros de comprimento, 70 cm de altura e 4 metros de profundidade, que no final deste foi feito um poço que atravessava o piso de 1 metro de espessura de concreto maçico. Interessante é que ele foi revestido com lona e era inteiramente escorado com vigas de madeira para evitar desabamentos; contava com sistema de ar condicionado e iluminação elétrica. O solo de Fortaleza é arenoso, fácil de escavar, e a quadrilha tinha um mapa subterrâneo para evitar tubulações. Os assaltantes tiveram bastante tempo, paciência, mapa do subsolo da cidade, conhecimentos de engenharia  e, principalmente, auxílio de alguém que trabalhava dentro do banco. Além disso, contavam também com uma rota de fuga flexível para atrapalhar as investigações. Até hoje, sabe-se que o dinheiro recuperado foi deixado de propósito pelos assaltantes no intuito de ganhar mais tempo para administrar o restante.  
               Todos se disseram apenas peões de uma obra sem gestão. Provou-se apenas o envolvimento deles nas escavações e na dispersão dos valores. Além disso, minha dúvida preferida é sobre a misteriosa fonte de informações dentro do Banco Central, que indicou o local certo para escavação e tolerou o rompimento do assoalho do cofre e sua invasão sem que nenhum segurança percebesse. Quem não quer ter um amigo assim? 

Um comentário:

  1. Ansiosa p ver como ficou o filme!! A respeito do post, não sei se qro um amigo assim... vai saber rsrsr

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